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terça-feira, 24 de maio de 2011

A internet da colaboração

Por mais que a internet seja nova – sua popularização no Brasil, por exemplo, deu-se em meados dos anos 90 – ela já traz em sua história fases que, apesar de confusas, podem nos ajudar a entender sua evolução. Atualmente, vivemos na era da Web 2.0, mas sem termos certeza se a Web 1.0 existiu e se a 3.0 está por vir. Abordar a internet como objeto de estudo pode não ser tão divertido como é tudo que ela nos possibilita, mas não deixa de ser importante. Muito do que foi dito até hoje sobre a internet não era baseado no conhecimento empírico, porém com o passar do tempo, é cada vez mais fácil falar de internet com autoridade.

Antes de pensarmos na Web 1.0 ou imaginarmos como será a 3.0 é preciso esclarecer bem o que é a chamada de Web 2.0. Em 2004 a empresa O’Reilly Media criou o termo para classificar a internet baseada na colaboração. Sites em versão beta a espera de mudanças sugeridas por usuários, redes sociais, compartilhamento de informação, mecanismos de busca e software livre são os pilares do que chamamos de Web 2.0. Com ela, o papel passivo do internauta que limitava-se a atividades como ler e se informar na internet, passou a ser mais ativo com a inserção de conteúdo na rede. As notícias não precisam mais dos horários dos jornais para tornarem-se públicas, os amigos tornaram-se virtuais, os jornalistas competem com os blogueiros e é cada vez mais raro encontrar na internet conteúdo que não possa ser alterado ou compartilhado.

Ao entendermos a Web 2.0, podemos levantar alguns aspectos que seriam as principais características para sua versão 1.0. Como não existia definição para o que veio antes da era atual, pressupõe-se que sites estáticos, que não permitiam nenhum tipo de interação nem mesmo comentários, eram a base desta geração. Nesta era, não havia contribuição com o conteúdo e tudo o que era desenvolvido, como os softwares, por exemplo, eram engessados. A Web 1.0 foi um marco por ser o primeiro contato de milhões de pessoas com a rede.

É uma tarefa difícil a de imaginar como será a próxima geração da internet. Contudo, podemos levar em consideração as melhorias que podem acontecer na Web 2.0 para o surgimento da terceira geração da World Wide Web. Um ponto em especial deve ser observado: a organização e interpretação de tanta informação disponível na internet. Por mais que mecanismos como Google se aprimorem cada dia mais, eles não são capazes de organizar os conteúdos nem de interpretar a intenção do usuário quando este não consegue ser específico. Atualmente, as palavras-chave são responsáveis pelos resultados retornados nas pesquisas feitas na internet. Se por exemplo, a palavra “corredor” é pesquisada, você terá como resultado o corredor de uma casa, por exemplo, e também algum atleta praticante de corridas. A Web 3.0 parte do princípio de que a internet será capaz de interpretar ao invés apenas de entender.

Independente da classificação que a internet recebe nos dias de hoje, a única certeza que se tem é a de que vivemos a era da colaboração. A era da informação em tempo real, onde alguém que estava por perto tirou uma foto pelo celular e compartilhou com milhões de pessoas através de um clique. Mas também é a era onde alguém doente escreve os sintomas do que sente no Google e encontra milhares de supostos remédios para seu problema. O importante é saber que ao contrário das máquinas, o homem ainda é capaz de interpretar e escolher aquilo em que acredita.

Retirado: http://www.ceviu.com.br/blog/info/artigos/a-internet-da-colaboracao

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